segunda-feira, 30 de junho de 2008

Trabalho de Sociologia


[ Já está virando hábito postar Títulos de matérias da Universidade ...
Então aqui vai o trabalho do meu querido professor Afonso.
Gosto de fazer esse tipo de trabalho com a minha amiga Annie porque fica COMPLETO, já que nossas posições politico/economicas são divergentes.Postarei o que posso assinar, ou seja: apenas minhas respostas.]

Trabalho de Sociologia:



01) Explique os motivos fundamentais para o fracasso da URSS na década de 8O, do século passado.

Primeiramente, Stálin aboliu a NEP e criou os planos qüinqüenais. Neles eram estabelecidas as metas da economia russa em um prazo de cinco anos. De forma geral, Stálin priorizou o desenvolvimento industrial dando maior ênfase na expansão das indústrias de base (mineração, máquinas e energia). Com o alcance de números positivos, os planos qüinqüenais posteriores buscaram desenvolver os demais aspectos da indústria nacional.

A queda do governo de Stálin trouxe à tona uma série de transformações que abriu portas para o fim da centralização política promovida pelo stalinismo.Nesse período, os problemas gerados pela burocratização do governo soviético foram piorando a situação social, política e econômica do país.A estagnação econômica pode ser uma tendência dos países socialistas, mas não foi o fator para acabar com a União Soviética. A Guerra Fria, feita de competições entre a URSS e os EUA exigia diversos investimentos economicos. Ao mesmo tempo em que essas forças antagônicas se confrontavam internacionalmente, dentro da URSS, o final dos anos 50 e início dos anos 60 presenciaram alguns dos momentos mais prósperos do país. Ocorreram algumas melhoras na oferta de produtos para o consumo da população, aumento da oferta de moradias e, grande glória soviética, a saída na frente na corrida espacial: o lançamento da primeira nave espacial não tripulada (o Sputinik), o lançamento do primeiro ser vivo no espaço (a cachorrinha Laika) e, pouco depois, o lançamento do primeiro cosmonauta, Yuri Gagarin, que voltou são e salvo.Os investintos com a guerrinha competitiva com os EUA continuavam...

Na política mundial, a URSS mostrava seu poderio militar e a capacidade de influência ideológica, opondo-se aos EUA onde quer que a Guerra Fria assim demandasse. Dessa forma, assiste-se à Guerra da Coréia, à Crise dos Mísseis em Cuba, à construção do muro de Berlim e ao recrudescimento do conflito do Vietnã. A indústria bélica soviética, impulsionada pela corrida com os EUA, crescia a passos largos, desenvolvendo armas, bombas atômicas e de hidrogênio cada vez mais poderosas e sofisticadas.Esses gastos consequentes da briga que comprou com o país norte-americano comprometeu duramente a estrutura economica soviética e deichou evidente algumas deficiências e distorções estruturais da sociedade soviética e a necessidade de reformas urgentes.

No ano de 1985, o estadista Mikhail Gorbatchev assumiu o controle do Partido Comunista Soviético com idéias inovadoras. Entre suas maiores metas governamentais, Gorbatchev empreendeu duas medidas: a perestroika ( reestruturação) e a glasnost (transparência). A primeira visava modernizar a economia russa com a adoção de medidas que diminuía a participação do Estado na economia. A glasnost tinha como objetivo abrandar o poder de intromissão do governo nas questões civis. A ação renovadora de Mikhail Gorbatchev criou uma cisão política no interior da União Soviética. Alas ligadas à burocracia estatal e militar faziam forte oposição à abertura política e econômica do Estado soviético.

Em esfera internacional, a União Soviética buscou dar sinais para o fim da Guerra Fria. As tropas russas que ocupavam o Afeganistão se retiraram do país e novos acordos econômicos foram firmados junto aos Estados Unidos. Logo em seguida, as autoridades soviéticas pediram auxílio para que outras nações capitalistas fornecessem apoio financeiro para que a nação soviética superasse suas dificuldades internas.

Em contrapartida, um grupo de liberais liderados por Boris Ieltsin defendia o aprofundamento das mudanças com a promoção da economia de mercado e a privatização do setor industrial russo. Em agosto de 1991, um grupo de militares tentou dar um golpe político sitiando com tanques a cidade de Moscou.

O insucesso do golpe militar abriu portas para que os liberais tomassem o poder. No dia 29 de agosto de 1991, o Partido Comunista Soviético foi colocado na ilegalidade. Com a proibida atuação do Partido Comunista, e os presidentes da Rússia, Ucrânia e Bielorrússia decidem pelo fim da URSS.E foi em 1991, em meio a uma grave crise do que se passou a chamar “socialismo real”, a União Soviética deixava oficialmente de existir e Gorbatchev dá a noticia ao mundo. Na verdade, o esfacelamento do país já havia começado um pouco antes, durante o golpe conservador do PC, quando as repúblicas bálticas da Estônia, Letônia e Lituânia declararam independência. Em 25 de dezembro de 1991 tem fim a URSS, fazendo surgir 15 novos países.

A URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) segundo alguns, foi um pesadelo de autoritarismo e opressão, a "maior inimiga do Ocidente''.Entretanto por muitos, durante décadas, foi considerada um país onde a classe trabalhadora governava em condições dignas de vida,'' a utopia operária''.


02)O Socialismo Marxista é um sonho?Justifique as suas afirmações

Alguns dicionários definem sonho como utopia, coisa impossível de acontecer,mas também definem como uma coisa boa, momento de paz...’’um sonho’.

O socialismo Marxista é cientifico, não utópico, por esse motivo a primeira definição que foi dada de ‘’sonho’’ não se encaixa no socialismo de Marx. Isso não quer dizer que o Socialismo Marxista não seja um sonho.De acordo com outras definições de dicionários a palavra sonho significa: ‘’estágio bom e de paz no qual entramos ao nos desligarmos da realidade em que vivemos acordados’’.Nesse caso, o Socialismo Marxista é sim um sonho.

Porque um sonho bom o Socialismo de Marx?Analisaremos primeiramente a realidade, já que Marx mesmo dizia com seu modo dialético de pensamento que nenhum fenômeno pode ser compreendido se analisado isoladamente e independente dos outros fatos.

O capitalismo explora os trabalhadores, isso é visivelmente comprovado; a mais-valia ainda existe. Será que não existe mais proletariado nos nossos dias? Existe. E mais, existe um proletariado tão distante da consciência de classe, que fica feliz em ser explorado e poder receber um salário mínimo no final do mês, contribui com mais com impostos do que quem pode comprovar que investiu seu dinheiro.Continua com uma vida precária em sua casinha; é obrigado a trabalhar; para suprir suas necessidades necessárias, ou seja, para viver.Se recusar um trabalho, ninguém virá lhe implorar para que assuma esse, já que várias outras pessoas estão a espera de uma vaga. O Proletariado é a classe baixa e está miscigenado à Classe Média (que é separada em classe média alta e classe média baixa).

Pergunte as pessoas sobre essa definição de classes e em qual se encaixam: Classe A, Classe B, Classe C...D (e seguem as letras do alfabeto...)Elas também não sabem a qual dessas classes pertencem.Ou seja, realmente é só uma subdivisão pra desunir mais ainda o povo.Essas divisões são criadas pela classe dominante para separar cada vez mais o povo.Separadas hierarquicamente como em um pódio, os que assumem um posto mais alto se orgulham disso.

Mas não é motivo de orgulho.Classe econômica na grandissima maioria das vezes é herança, tanto economica quanto cultural.É conseqüência do que a pessoa teve oportunidade de aprender para ''emergir''.A oportunidade não pode ser criada sem um caminho que conduza as pessoas ao conhecimento da oportunidade em si.Não pode criar-se uma oportunidade sem condições culturais e conhecimento de realidade.

Digamos que existam as ''informações', que são os tijolos e o ''conhecimento'', que é o concreto.Existem um mundo de idéias lá em cima.Para chegar até elas precisamos construir escadas.Existem pessoas que tem enorme carência desse material de construção.E existe uma classe dominante desesperada para derrubar as pessoas que começam a encontrar material e escalar os degraus da escada.

E é disso que a Classe Média alta se gaba, da sua chance de absorver os conhecimentos do mundo, tanto intelectuais, tanto econômicos, culturais ( sobre o funcionamento do sistema). A classe média alta tem esperança em ser classe alta.Assim como a grande maioria das pessoas que absorvem as idéias lançadas por essa classe também tem.

Mas quando esse devaneio acontecerá?Sequer a esperteza pode ser criada sem uma noção de realidade, já que se não houver conhecimento da realidade a esperteza torna-se inocência.É disso que sofre a população proletária, e sempre sofreu: carência econômica, carência de meios de informação não-manipulados ,carência de amparo familiar, já que a família tem que sair para trabalhar para botar o pão na mesa- abrindo as portas para o mundo do crime, já que são raríssimos os projetos de integração para as crianças e a juventude de classe baixa e média-baixa( onde está o proletariado nos dias de hoje).

Agora, porque não sermos justos e estipular que ''quem trabalha recebe um preço justo por seu trabalho''?!A nossa propria constituição prega a igualdade.Não criaria-se um bando de vagabundos com o comunismo, como dizem os cliches pouco-inteligentes anti-comunistas.Pelo contrário, estariamos fazendo justiça, quem trabalha recebe, quem não trabalha simplesmente não recebe.Quem trabalha mais recebe mais, e quem trabalha menos consequentemente menos.

‘’Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil’’, é isso que diz o hino da independência. Será que o horizonte onde raiou essa tal liberdade-econômica não é um horizonte inalcançável ? Dependemos de tantas pequenas necessidades que foram criadas a partir de um sistema que se diz o dono da ‘’Liberdade Econômica’’. Parece que no sistema capitalista a segurança, liberdade de Expressão, e de fato, essa liberdade econômica estão ai, mas estão tão distantes quanto o horizonte, que não será alcançado com um sistema como esse.



03) Explique o alto desenvolvimento da China que, mesmo comunista até hoje, consegue agora ser transformada em potência mundial inserida no mercado global.Qual a maior diferença dela com a extinta URSS?

O Comunismo é uma ideologia e um sistema econômico que tem por objetivo a criação de uma sociedade sem classes baseada na propriedade comum dos meios de produção, com a conseqüente abolição da propriedade privada.
  • A inexistência das classes sociais.
  • As necessidades de todas as pessoas supridas.
  • A ausência do Estado.
Hoje o ideal chinês não mais se vincula ao socialismo e sim ao desejo de se tornar uma potência mundial no século XXI, e poder superar o seu eterno rival na Ásia, o Japão.Ou seja, ela passa por cima das necessidades do povo, do trabalhador chinês, para suprir sua almejada expansão econômica, que não alcança o seu povo.
E por esse motivo, ou seja, pela definição de sistema comunista, a China não o representa.Comunismo é a ditadura do proletariado e não sobre o proletariado.

Não pode haver dúvida de que a Revolução Chinesa foi um evento histórico de proporções mundiais e de que tremendas realizações foram alcançadas sob a bandeira do socialismo nas décadas que se seguiram. Contudo, esta realidade não deveria deixar esquecidos três factos importantes: primeiro, no momento da morte de Mao, em 1976, o povo chinês ainda estava longe de alcançar as promessas do socialismo. Segundo, a partir de 1978 o Partido Comunista Chinês embarcou num processo de reforma com base no mercado que, apesar de alegadamente concebido para revigorar o esforço para a construção do socialismo, conduziu realmente para a direcção oposta e a um grande custo para o povo chinês. E, finalmente, pessoas progressistas por todo o mundo continuam a identificar-se e a tomar como fonte de inspiração o desenvolvimentos na China, vendo o rápido crescimento do país orientado para a exportação como a confirmação das virtudes do socialismo de mercado ou a prova de que, sem considerar etiquetas, a ativa direcção do Estado da economia pode produzir desenvolvimento com êxito dentro de um sistema capitalista mundial.

A
s reformas de mercado na China não levaram à renovação socialista mas, ao contrário, à completa restauração capitalista, incluindo a crescente dominação económica estrangeira. Significativamente, esta consequência foi conduzida por mais do que a simples cobiça e interesse de classe. Uma vez tomado o caminho das reformas de mercado, cada passo subsequente no processo de reforma foi em grande medida conduzido pelas tensões e contradições geradas pelas próprias reformas. O enfraquecimento da planificação central levou à cada vez maior dependência do mercado e dos incentivos do lucro, a qual por sua vez encorajou o favorecimento de empresas privadas em relação às estatais e, de forma crescente, de empresas e mercados estrangeiros em relação aos internos.

Muitas academicos e ativistas progressistas afastam os argumentos acerca do significado do socialismo como irrelevantes para os desafios do desenvolvimento enfrentados pelos povos de todo o mundo. Eles olham para o récord chinês de rápido e sustentado crescimento orientado para a exportação e concluem que a China é um modelo de desenvolvimento, com uma estratégia de crescimento que poderia e deveria ser emulada pelos outros países. Esta celebração da China é um erro grave.Um erro que reflecte uma má compreensão não só da experiência chinesa como também das dinâmicas e contradições do capitalismo como um sistema internacional.
De fato, um exame dos efeitos da transformação económica da China sobre as outras economias da região torna claro que o crescimento do país está a intensificar as pressões competitivas e as tendências de crise em detrimento dos trabalhadores de toda a região, incluindo a própria China.

Quanto a diferença entre a URSS e a China, simples: A China e a U.R.S.S. entraram em desacordo com relação às fronteiras chinesas com a Mongólia e com a própria U.R.S.S. Discordaram também sobre a política adotada em relação a outros países socialistas,
como a Albânia, a Polônia e Cuba. Em 1964, Chu En-Lai afirmou que a China estabeleceria seu próprio bloco de países socialistas.

Em 1969, a China e a U.R.S.S. mantiveram diversos conflitos de fronteiras. Na verdade, o que estava em jogo era que Nikita S. Kruschev havia tentado enquadrar a República Popular da China nas diretrizes de Moscou e isso provocou o rompimento entre a China e a U.R.S.S. Afinal, desde a década de 1930, o PCC havia estabelecido uma verdadeira autonomia em relação à U.R.S.S.
O governo chines está mais para neo-liberal, privatizando tudo e usando ''fachada vermelha''; eu e a Annie entramos em consenso sobre esse fato, simplesmente porque é um fato.A China diverge do sistema pregado na URSS.

A repressão do movimento de 1989, na Praça Tiananmen, marcou uma viragem na história chinesa. Esta mobilização abusivamente reduzida pelos comentadores a um protesto estudantil e liberal tocou camadas bem mais vastas da população, portadoras de uma dupla reivindicação, social e política. O esmagamento do movimento permitiu a aceleração da "transição" chinesa para a economia de mercado em condições autoritárias, com uma subida das desigualdades.

Desde o fim dos anos 70, e sobretudo desde 1989, o governo chinês empenhou-se numa política de liberalização radical e juntou-se aos mais entusiastas atores da mundialização.

04) Com o fim do Socialismo Real ( URSS e leste europeu) surge o capitalismo como vencedor?O que
significa, nesse contexto, a teoria neoliberal?

O Socialismo conhecido como Real, vigente no final da URSS foi desvirtuado.O neo-liberalismo entrava no país soviético enquanto nações exigiam sua independência e se retiravam do jogo.O capitalismo se alastrava e se aproveitava para criar ilusões e necessidades nas pessoas e, principalmente, nas Nações, nos Estados.E,isso ocorreu como se, realmente, a ''mão invisível'' do Sr. Smith fosse levar todo o povo pro ápice do desenvolvimento.Besteira.
O capitalismo venceu, sem dúvidas.Enquanto os trabalhadores começavam a ser vencidos pelo cansaço e pela miséria.As empresas começaram a ser privatizadas.E o povo privado de viver apartir delas.Ficaram presos ao trabalho que só justificava sua alimentação diária, e , nunca houve tanta desigualdade.

É preciso lembrar que o Neoliberalismo representa a ''liberdade de mercado'', mas o lucro é exclusividade de poucos.Esse modelo apresenta sim, por pagar impostos para o Estado, um colaborador com a economia do país.Mas isso não se converte para a Nação, ou seja, o povo pouco é beneficiado com essa forma indireta do Estado.O que impede uma grande, grandíssima população de emergir, e, em vários casos, propicia o povo a se sufocar sob esse mundo de gigantes.
Existem coisas justas e coisas que não o são.O neoliberalismo é a liberdade para quem tem condições, nesse sistema vigente( capitalita), de domínio.Então a obra do nosso caro Marx começa a passar pela cabeça, e pode-se perceber visivelmente porque esse pensador ainda não foi esquecido.


05) O que significa no marxismo ''Conciência de classe do proletariado''? Ela é viável, na pratica?Justifique suas afirmações.

O que, no marxismo (entenda-se para Marx) seria a
Conciência de Classe:

"Não se trata do que tal ou qual proletário ou mesmo o proletariado inteiro se represente em dado momento como alvo. Trata-se do que é o proletariado e do que, de conformidade com o seu ser, historicamente será compelido a fazer. "

Marx, A Sagrada Família


Para a teoria e para a praxis do proletariado,infelizmente, a obra principal de Marx é interrompida no momento preciso em que aborda a determinação das classes. Pois o movimento que a ela se seguiu se tem limitado, neste ponto decisivo, a interpretar e a confrontar as ocasionais declarações de Marx e Engels, a elaborar e a aplicar, ele próprio, o método. A divisão da sociedade em classes deve ser definida, no espírito do marxismo, pelo lugar que elas ocupam no processo de produção.
Então, como definir?É ''praticável?

Em sua célebre exposição do materialismo histórico, Engels parte do seguinte ponto: embora consista, a essência da história, em que "nada se produz sem desígnio consciente, sem fiz desejado", a compreensão da história exige que se vá mais longe. De um lado, porque "as numerosas vontades individuais em ação na história produzem, na maioria das vezes, resultados inteiramente diferentes dos resultados desejados, e freqüentemente opostos a esses resultados desejados, e que, por conseguinte, os seus móveis, igualmente, não tem mais do que uma importância secundaria para o conjunto do resultado. Por outro lado, restaria saber que forças motrizes se ocultam, por seu turno, por trás desses móveis, quais são as causas históricas que, na cabeça dos homens atuantes, se transformam em tais móveis".

A seqüência da exposição de Engels explica o problema: são essas forças motrizes que devem ser definidas, isto é, as forças que "põem em movimento povos inteiros e por sua vez, em cada povo, classes inteiras; e isso... através de uma ação durável e que resulta em uma grande transformação histórica". A essência do marxismo científico consiste em reconhecer a independência das forças motrizes reais da história com relação à consciência (psicológica) que os homens têm dela.

Exemplo atual e fácil de explicar o que é transferir e ensinar a conciência de classe é evidente no presidente venezuelano Hugo Chavez que ensina ao povo seus direitos e as condições em que vivem.Não é a visão que a grande mídia tenta passar do presidente, obviamente.Mas uma das fontes em que pode ser acompanhados alguns dias de Hugo Chavez e seu povo venezuelano é o documentário ''A Revolução não será Televisionada'', fica claro o grande empenho de Chavez em concientizar o povo e fazer jus a constituição que têm.A conciência politica é de suma importância em questões como essa.

A concientização de Classe é possível sim, começa com a Revolução Cultural; passa pela a conciência politica; a Revolução do Proletariado e quando esses tomarem o poder, que, pelo significado de ''democracia'' (governo do povo) lhe pertence.


06) Explique a importância do materialismo histórico enquanto um método de analise da realialidade.

O materialismo é simplesmente uma ciência.O que é ciência? ( Bom Professor Afonso, se estiver lendo até aqui, vou aproveitar para aconselha-lo sobre onde procurar fontes sobre ''o que é ciência''.Posso garantir que o Professor Amarildo saberá explicar certinho.Mas qualquer coisa colo a definição do Wikpédia:
A Ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico. O conhecimento científico depende da lógica).
A concepção materialista da história e a revelação do segredo da produção capitalista através da mais-valia são os dois principais fatores que fazem do Materialismo Histórico uma ciência; devemos ele ao nosso caro Marx.
O que prega o Materialismo Histórico então.(Segundo Engels:)

* Afirma que a produção juntamente com a troca dos produtos, é a base de toda a ordem social;

* Em todas as sociedades que desfilam pela história, a distribuição dos produtos, e juntamente com ela a divisão social dos homens em classes ou camadas, é determinada pelo que a sociedade produz e como produz o pelo modo de trocar os seus produtos.

Engels explica que as causas profundas de todas as transformações sociais e de todas as revoluções políticas não devem ser procuradas nas cabeças dos homens nem na idéia que eles façam da verdade eterna ou da eterna justiça, mas sim nas transformações operadas no modo de produção e de troca; devem ser procuradas não na filosofia, mas na economia da época de que se trata.

*Os males de cada época precisam de meios para que sejam detectados, descobertos.
E esses meios não devem ser tirados da cabeça de ninguém, mas a cabeça é que tem de descobrí-los nos fatos materiais da produção, tal e qual a realidade os oferece.

Enfim, é o que diz o Materialismo Histórico.

07) Explique a diferença entre o anarquismo e o socialismo marxista.

O pensamento comunista afirma, segundo Marx, em sua obra ''O Capital'', que o Estado é uma idéia. As pessoas acreditam nessa idéia e conseqüentemente respeitam o Estado. Porém, com o desenvolvimento do sistema comunista, a função do Estado deixa de existir, pois se torna desnecessário.

O anarquismo prega a aniquilação do Estado. O Estado deve ser derrubado o quanto antes, diretamente, pela própria população. Ou seja, ele deve deixar de ser uma forma de organização da sociedade de uma hora para outra.



Sim, uma parte da classe burguesa desce do palanque muitas vezes em prol do proletariado, porque tem acesso a informações que confrontam entre: justiça e bem social x o egoísmo do lucro próprio.Porque tem acesso à informações que confrontam com sua natureza de burgues ,e fazem com que decidam entre individualismo ou coletivo.Após ultrapassada essa barreira podem até serem vistas pelos adeptos do capitalismo como burgueses desvirtuados sem causa; mas são essas pessoas que lutam realmente por um mundo justo.[Existem pessoas que precisam de uma ajuda real, não pode ser virtual.Mas muita gente não acredita mais na realidade de fora das telas do computador.]

domingo, 29 de junho de 2008

Prova de Economia - Parte 6



[Para fexar a sessão ''Prova de Economia'' a parte economica que mais gosto de aprofundar: ]

Falhas de Mercado:

Elas são desvios às características iniciais dos modelos económicos.
A Economia de mercado tem sofrido a partir do século XIX de várias falhas como: desvio da concorrência perfeita em direcção à concorrência imperfeita( oligopólios e monopólios); o surgimento de externalidades(poluição do ar ou da água); crises económicas; intervenção do Estado na Economia de mercado; recurso ao mercado na Economia de Direcção Central.
Estas falhas promovem desvios de princípios que inicialmente caracterizavam as Economias e muitas delas(poluição) constituem um forte bloqueamento ao desenvolvimento da Economia.

Externalidades, também chamadas economias (ou deseconomias) externas, são efeitos positivos ou negativos - em termos de custos ou de benefícios - gerados pelas atividades de produção ou consumo exercidas por um agente econômico e que atingem os demais agentes, sem que estes tenham oportunidade de impedi-los ou a obrigação de pagá-los. Portanto, externalidades referem-se ao impacto de uma decisão sobre aqueles que não participaram dessa decisão.

A externalidade pode ser negativa, quando gera custos para os demais agentes - a exemplo, de uma fábrica que polui o ar, afectando a comunidade próxima. Pode ser positiva, quando os demais agentes, involuntariamente, se beneficiam, a exemplo dos investimentos governamentais em infra-estrutura e equipamentos públicos.

De todo modo, cabe ao Estado criar ou estimular a instalação de atividades que constituam externalidades positivas, e impedir ou inibir a geração de externalidades negativas. Isto pode ser feito através de instrumentos tais como taxação e sanções legais ou, inversamente, renúncia fiscal e concessão de subsídios conforme o caso.



(Ponto) ;D

Prova de Economia - Parte 5


PROVA de ECONOMIA

[Acabei esquecendo que cairá também os conceitos básicos da economia, titulos que cairam na primeira prova do curso de Direito.Então...]

Conceitos de Economia:


Economia, ciência social que estuda os processos de produção, distribuição, comercialização e consumo de bens e serviços. Os economistas estudam a forma dos indivíduos, os diferentes coletivos, as empresas de negócios e os governos alcançarem seus objetivos no campo econômico. Seu estudo pode ser dividido em dois grandes campos: a microeconomia, teoria dos preços, e a macroeconomia.

As questões econômicas têm preocupado muitos intelectuais ao longo dos séculos. Na antiga Grécia, Aristóteles e Platão dissertaram sobre os problemas relativos à riqueza, à propriedade e ao comércio. Durante a Idade Média, predominaram as idéias da Igreja Católica Apostólica Romana e foi imposto o direito canônico, que condenava a usura (contrato de empréstimo com pagamento de juros) e considerava o comércio uma atividade inferior à agricultura.

Como ciência moderna independente da filosofia e da política, destaca-se a publicação da obra An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (1776; Uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações), -do tio Adam Smith. O mercantilismo e as especulações dos fisiocratas precederam a economia clássica. Essa parte dos escritos do Sr. Smith é desenvolvida na obra dos economistas do século XIX, como Thomas Robert Malthus e David Ricardo, e culmina com a síntese de John Stuart Mill. Estes aceitaram a lei de Say sobre os mercados, fundada pelo economista Jean Baptiste Say. Nela, o autor sustenta que o risco de um desemprego maciço em uma economia competitiva é desprezível, porque a oferta cria sua própria demanda, limitada pela quantidade de mão-de-obra e os recursos naturais disponíveis para produzir, não podendo, portanto, haver nem superprodução nem desemprego. Cada aumento da produção aumenta os salários e as demais receitas necessárias para a compra dessa quantidade adicional produzida.


A oposição à escola do pensamento clássico veio dos primeiros autores socialistas do século XIX, como Claude Henri de Rouvroy, conde de Saint-Simon, e do utópico Robert Owen. E foi nosso caro Karl Marx o autor das teorias econômicas socialistas mais importantes.


Década de 1870, aparece a escola neoclássica, que introduz na teoria clássica as novas produções do pensamento econômico, principalmente os marginalistas, como William Stanley Jevons, Léon Walras e Karl Menger. O economista Alfred Marshall, em sua obra-prima, Principles of Economics (1890; Princípios de economia), explicava a demanda a partir do princípio da utilidade marginal e a oferta, a partir do custo marginal (custo de produção da última unidade).


John Maynard Keynes, defensor da economia neoclássica até a década de 1930, analisou a Grande Depressão em sua obra The General Theory of Employment, Interest and Money (1936; Teoria geral do emprego, do juro e da moeda), em que formulou as bases da teoria que, mais tarde, seria chamada de keynesiana ou keynesianismo.


Na especialidade denominada econometria, a ciência econômica se une com a matemática e a estatística.

SISTEMAS ECONÔMICOS:


As principais diferenças entre a organização econômica centralizada e a capitalista reside em quem é o proprietário das fábricas, fazendas e outras empresas, assim como os diferentes pontos de vista sobre a distribuição da renda ou a forma de estabelecer os preços. Em QUASE todos os países capitalistas, uma parte importante do produto nacional bruto (PNB) é produzida pelas empresas privadas, pelos agricultores e pelas instituições não governamentais, como universidades e hospitais particulares, cooperativas e fundações. Os problemas mais importantes enfrentados pelo capitalismo são o desemprego, a inflação e as injustas desigualdades econômicas. Resa a lenda que os problemas das economias centralizadas são o subemprego, o maciço emprego informal, o racionamento, a burocracia e a escassez de bens de consumo.


Economia pode ser definida como a ciência que estuda a forma como as sociedades utilizam os recursos escassos para produzir bens com valor e de como os distribuem entre os vários indivíduos. Nesta definição estão implícitas duas questões fundamentais para a compreensão da economia: por um lado a ideia de que os bens são escassos, ou seja, não existem em quantidade suficiente para satisfazer plenamente todas as necessidades e desejos humanos; por outro lado a ideia de que a sociedade deve utilizar os recursos de que dispõe de uma forma eficiente, ou seja, deve procurar formas de utilizar os seus recursos de forma a maximizar a satisfação das suas necessidades.

Dito por outras palavras, a economia procura responder a três questões, as quais constituem os três problemas de qualquer organização económica: o quê, como e para quem:

- O que produzir e em que quantidades? Quais os produtos e serviços deverão ser produzidos por forma a satisfazerem da melhor forma possível as necessidades da sociedade?

- Como devem os ser produzidos os bens? Que tecnologias e métodos de produção utilizar? Que matérias primas deverão ser utilizados para produzir determinado produto? Como maximizar a produção tendo em conta os recursos disponíveis?

- Para quem são os bens produzidos? Como repartir pelos diferentes agentes económicos os rendimentos disponíveis? Quem deverá ganhar mais e quem deverá ganhar menos?

Da forma como as sociedades respondem as estas três questões resultam diferentes sistemas de organização económica - nos dois extremos podemos distinguir duas formas de organização económica alternativa:

- Economias centralizadas ou de direcção central - neste tipo de economias as principais decisões quanto ao quê, ao como e ao para quem devem ser produzidos os bens são tomadas pelo governo;

- Economias de mercado - nestas economias é o próprio mercado (composto por quem oferece e por quem procura os bens) que decide a resposta às três questões que constituem os problemas de qualquer organização económica.

Contudo, na verdade não existem actualmente sociedades que se encaixem em nenhum dos dois casos extremos expostos. De facto, todas as sociedades actuais estão organizadas em economias mistas na medida em que contém características quer das economias de mercado, quer das economias de direcção central. Nas economias ocidentais, por exemplo, é o mercado que determina o quê, o como e o para quem produzir mas os governos desempenham papeis importantes como sejam a supervisão e regulamentação das actividades económicas, a oferta de serviços públicos ou a repartição dos recursos pelos agentes económicos.

(Ponto Final.)


Prova de Economia - Parte 4


Economia de transição



[Outro título... continuando com os temas da Prova de Economia]

São conhecidos por "Economias de Transição" os antigos países socialistas que adotavam a economia planificada e hoje estão implementando a "Economia de Mercado".

O grave problema do desemprego surgiu devido ao "pleno emprego" da economia planificada ter sido posto a pique pelo mercado que não pôde suprir a demanda de emprego. A ordem geral nesses países, até os anos 80, era empregar todo mundo. Na economia privatizada, o lucro e a rentabilidade é o que conta, ocasionando evidentemente um grande desemprego nesses países de "Economia de Transição".

Os habitantes dessas nações não demoraram a perceber que o capitalismo traz inúmeros problemas, resultando em descontentamentos, que por sua vez fazem surgir grupos políticos nacionalistas e trazem de volta antigos pensamentos socialistas que agora são oposição.

[Lembrando que; nosso caro Marx dizia que para o socialismo ser estabelecido, pela ordem, deveria haver um sistema capitalista intermediando... ( quase que para frustrar as pessoas sobre a economia capitalista e então passar para o socialismo).O capitalismo seria a economia de transição para o socialismo, segundo Karl M. Porém quando me referir a transição, como disse no inicio, estarei falando de acordo com o que as aulas de economia me disseram, ou o que absorvi delas, já que esses textos são um salto para a prova.Logo: Países Socialistas que passaram a aderir ao capitalismo/ Liberalismo economico ]

As Diferenças na Transição


Existem grupos de países bem mais adiantados nessa transição e outros bastante atrasados. O mais adiantado é a antiga Alemanha Oriental, hoje uma província da nova Alemanha, uma das grandes potências mundiais. Só que a atual parte oriental da Alemanha, menos desenvolvida, se ressente da existência de uma espécie de "Muro Psicológico" perante a ex-Alemanha Ocidental: os habitantes da parte leste seriam uma espécie de "cidadãos de segunda categoria", sofrendo discriminações por parte desses "verdadeiros alemães".

O conjunto que mais vem avançando nessa transição é formado pela República Tcheca e Eslovênia, em primeiro lugar, seguidas da Hungria, Polônia e Croácia, além de outros. Um país de sucesso acentuado desse grupo é a República Tcheca: vem crescendo a cada ano sem muitos problemas de desemprego ou inflação. Em seguida, vem a Eslovênia, que era a mais rica região da antiga Iugoslávia.

Nesse grupo, não podemos esquecer as três nações bálticas (Letônia, Lituânia e Estônia), que conseguiram se libertar do jugo soviético e voltaram-se hoje para a Europa Ocidental. Ainda nesse grupo, embora num patamar inferior, inclui-se a Romênia e a Bulgária, embora bem menos industrializadas.

Intermediariamente, situam-se a Rússia, a Eslováquia, a Iugoslávia (o que restou da antiga) e os países que resultaram do esfacelamento da ex-URSS (Casaquistão, Ucrânia, Moldávia, Bielo-Rússia e outros). Esses países enfrentam problemas de desemprego e inflação elevados, além de ameaças de retrocesso devido a descontentamentos populares e formação de grupos políticos conservadores, com boa base de apoio.

No outro extremo, estão países que pouco (segundo a economia de mercado) avançaram nessa transição, como a Coréia do Norte, Cuba e Albânia, que continuam no socialismo de economia planificada, embora Cuba apresente alguma mudança para se adaptar à nova realidade mundial.

Um caso especial é o da China, único país socialista que vem se desenvolvendo em ritmo acelerado desde o final dos anos 70. Apesar do velho e anacrônico Partido-Estado, a China tem se aberto para a economia de mercado de forma particular e sistemática, provocando um surto de crescimento econômico.

Avanços e Recuos do Socialismo Real

Para entendermos o mundo atual, temos que estudar o socialismo real, pois foi principalmente a sua crise que deu margem ao surgimento da chamada nova ordem mundial. Quase 1/3 da população da Terra vivia, nos anos 80 nesses países socialistas, que diziam seguir a teoria do socialismo científico e que adotavam uma economia planificada. A primeira nação a enveredar por esse caminho foi a Rússia, em 1917. Logo a seguir o domínio Russo se estendeu sobre várias outras Repúblicas: Geórgia, Moldávia, Armênia, Ucrânia, entre outras. Em 1922, o país adotou o nome de União Soviética.

A Mongólia, em 1924, também adotou tal regime e os demais países, só a partir da segunda guerra mundial: Iugoslávia, Albânia, Alemanha Oriental e Bulgária em 1945-1946; Polônia e Romênia, em 1947; Tchecoslováquia e Coréia do Norte, em 1948; China e Hungria, em 1949; Cuba, em 1959-1960; Vietnã, em 1945, e Vietnã do Norte, em 1975 (fim da guerra do Vietnã do Norte com o do Sul); Laos, Camboja, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, em 1975.

Durante décadas, o mundo socialista progredia, sobretudo do ponto de vista social, com o capitalismo envolto em crises econômicas freqüentes e a pobreza se alastrando cada vez mais nos países subdesenvolvidos. Por volta de 1989, uma profunda crise surgiu no "modelo soviético" de economia e vida política, fazendo crer-se que o socialismo havia chegado ao final.[Sinceramente, tenho que estudar mais sobre esse ''fim do socialismo''...quando acabarem as provas, acrescentarei ou reformularei o que escrevi nesse desfexo]

Prova de Economia - Parte 3


O Pensamento Economico na Antiguidade

[Seguindo com os Títulos de Estudo para a Prova de Economia]

A atividade econômica era tratada e estudada como parte integrante da FILOSOFIA social, moral e ética.

Mercantilismo (1450 – 1750): tinha preocupações sobre a acumulação de riquezas de uma nação. Os pensamento dessa época era baseado em princípios de como fomentar o comércio exterior e entesourar riquezas. “O governo de um país será mais forte e poderoso quando maior for seu estoque de metais preciosos”. Durante os três séculos do Mercantilismo, as nações da Europa Ocidental organizaram sua economia interna, baseadas na unidade nacional e na exportação de todos os seus recursos econômicos – passagem da economia regional para a economia nacional.

Fisiocracia , lembrando...(1760 – 1770): doutrina da Ordem Natural: o Universo é regido por leis naturais, absolutas, imutáveis e universais, desejadas pela Providência divina para a felicidade dos homens.

Quesnay:(pensador) apresentou de modo simplificado o fluxo de despesas e de bens entre as diferentes classes sociais, distinguindo um equilíbrio de quantidades globais . Evidenciou a interdependência entre as atividades econômicas: a terra era a única fonte de riqueza, e a riqueza consistia em bens produzidos com a ajuda da natureza em atividades econômicas como a lavoura, a pesca e a caça.

Adam Smith (denovo ele...) (1723 – 1790): “A Riqueza das Nações”. Smith afirmava que a livre concorrência levaria a sociedade à perfeição (ai ai ai) ...uma vez que a busca do lucro máximo promove o bem-estar da comunidade. Smith defendia a não intervenção do Estado na economia (LIBERALISMO).
- Laissez fairelivre iniciativa
- Teoria do Valo-Trabalho: a causa da riqueza das nações é o trabalho humano.
- Divisão de trabalho e especialização = produtividade

Thomas Malthus (1766 – 1834): tentou colocar a economia em sólidas bases empíricas. Para ele, o excesso populacional era a causa de todos os males da sociedade (população cresce em progressão geométrica e alimentos crescem em progressão aritmética). Malthus subestimou o ritmo e o impacto do progresso tecnológico.[ Não acho que a produção não será um problema daqui alguns anos...]

David Ricardo (1772 – 1823): mudou, de modo sutil, a análise clássica do problema do valor: “Então, a razão, pela qual o produto bruto se eleva em valor comparativo é porque mais trabalho é empregado na produção da última porção obtida, e não porque se paga renda ao proprietário da terra. O valor dos cereais é regulado pela quantidade de trabalho empregada em sua produção naquela qualidade de terra, ou com aquela porção de capital, que não paga aluguel”. Ricardo mostrou as interligações entre expansão econômica e distribuição de renda. Tratou dos problemas do comércio internacional e defendeu o livre-cambismo. =]

John Stuart Mill (1806 – 1873): introduziu na economia preocupações de “justiça social”

Jean Baptiste Say (1768 – 1832): deu atenção especial ao empresário e ao lucro; subordinou o problema das trocas diretamente à produção, tornando-se conhecida sua concepção de que a oferta cria a procura equivalente”, ou seja, o aumento da produção transformar-se-ia em renda dos trabalhadores e empresários, que seria gasta na compra de outras mercadorias e serviços.

Karl Marx (1818 – 1883):Problema dos detentores dos meios de produção; exploração da mão-de-obra humana; lucro sobre o trabalhador; mais-valia. Acreditava no trabalho como determinante do valor, tal como Smith e Ricardo, mas era hostil ao capitalismo competitivo e à livre concorrência, justificava que a classe trabalhadora era explorada pelos capitalistas.

Alfred Marshall (1842 – 1924): estudo da satisfação do consumidor (utilidade do produto) e do produtor (lucro). Teoria Marginalista. Considerava a economia como estudo “da humanidade nos negócios comuns da vida”, ou seja, ciência do comportamento humano e não ciência da riqueza.

Keynes (1883 – 1946): apresentou um programa de ação governamental para a promoção do pleno emprego. Procurou determinar as causas das flutuações econômicas e os níveis de renda e de emprego em economias industriais. Esforçou-se no sentido de contestar a condenação marxista do capitalismo: este poderia ser preservado, sem sua parte essencial, se reformas oportunas fossem efetuadas, já que um capitalismo não regulado mostrara-se incompatível com a manutenção do pleno emprego e da estabilidade econômica.
Keynes propôs o fim do laissez-faire: como não existem forças de auto-ajustamento na economia torna-se necessária a intervenção do Estado através de uma política de gastos públicos

PRINCÍPIO DA DEMANDA EFETIVA.

Monetaristas: baixa intervenção do Estado, preocupação com a saúde da moeda, neo-liberais.

Fiscalistas: alta intervenção do Estado, recomendam uso de políticas fiscais ativas.

Pós – Keysenianos: enfatizam o papel da especulação financeira, defendem o papel ativo do Estado na condução da atividade econômica.

Teoria das Finanças (1970): controle e planejamento macroeconômico, técnicas econométricas, conceitos de equilíbrio de mercados e hipóteses sobre o comportamento dos agentes econômicos.

(...)

Prova de Economia - Parte 2


A Transição para o capitalismo e a elaboração do pensamento mercantilista

[Continuando com a prova de Economia e seus temas interessantes e fundamentais]


O que é o Mercantilismo:
O Mercantilismo é um conjunto de práticas cujo objetivo era obter e preservar a riqueza. Como fazê-lo? Acumulando ouro e prata, pois a quantidade de tais metais era fator determinante para a medição da riqueza de uma nação. Os defensores desta prática tinham uma crença arraigada na escassez da riqueza: para uma nação enriquecer, outra empobreceria. Daí o acirramento das disputas entre as nações e a noção de que a ‘balança comercial’ tinha sempre de estar favorável (para manter-se rico um país devera exportar muito mais do que importar – conceito que encontra eco até hoje em algumas economias, como a brasileira, por exemplo).

Segundo Hunt e Sherman, a primeira fase do mercantilismo, denominada usualmente bulinismo, refere-se ao período durante o qual a Europa se ressentiu da escassez de ouro e prata em lingotes (necessários em virtude do comércio, amplamente desenvolvido).

OS FISIOCRATAS E O MERCANTILISMO

O termo mercantilismo é geralmente empregado para designar a fase inicial do capitalismo. Na verdade toda a teoria mercantilista é uma ‘falácia da composição’ (como as partes de um todo têm uma certa propriedade, argumenta-se que o todo tem essa mesma propriedade. Esse todo pode ser tanto um objeto composto de diferentes partes, como uma coleção ou conjunto de membros individuais.Exemplos: a) Cada tijolo tem três polegadas de altura, portanto a parede de tijolo tem três polegadas de altura, b) Um homem rico é um homem que possui muito ouro/prata; logo, (uma nação rica é aquela que também possui tais metais em abundância), esta crença da época é demonstrada também por Huberman, conforme segue:

“A Espanha foi, no século XVI, talvez o mais rico e poderoso país do mundo. Quando os homens inteligentes de outros países perguntavam a razão disso, julgavam encontrar as repostas nos tesouros que ela recebia das colônias. Ouro e prata. Quanto mais tivesse, tanto mais rico o país seria – o que se aplicava às nações e também às pessoas.''

Pensadores:

Um dos defensores desta prática foi William Petty (segundo Roberto Campos, alguns o definiriam como cameralista, pois apesar de defender o comércio internacional como fonte de acumulação, também pregou que o acúmulo de moeda poderia ser tão ruim para uma Nação quanto sua escassez).

Segundo Heilbroner, um dos primeiros teóricos (hoje denominados ‘economistas’) a se opor a este conceito foi o médico francês François Quesnay, que foi um fundador de uma escola econômica denominada Fisiocracia; que denominava que a riqueza não era um sólido acúmulo de ouro e prata,mas originava-se da produção.

Mas quem melhor conseguiu pôr a ‘nu e cru’ a sua época foi Adam Smith, com seu livro “A riqueza das Nações”.

O MERCANTILISMO E SUAS PRÁTICAS EQUIVOCADAS

O pensamento do homem da época: O que ele via como riqueza era, de fato, o acúmulo de metais, entendimento este totalmente desculpável se nos permitirmos verificar que os grandes descobrimentos e o colonialismo trouxeram a países europeus uma riqueza inimaginável (apenas para exemplificar, a participação que a coroa inglesa teve numa única viagem de Francis Drake permitiu àquele país pagar toda sua dívida externa e ainda investir o excedente com lucros que por muito tempo foram a raiz da riqueza daquele).

Como poderia o homem da época conceber outra forma de riqueza? Tal conhecimento, como um parto foi moroso e doloroso e por muito tempo os procedimentos protecionistas do ‘Estado’ decorrentes deste conceito equivocado foram o pesadelo de muitos.

Muitos foram os exemplos citados por Leo Huberman:

a) a proibição de exportação de ouro e prata pelo Rei da Espanha (Vezena, 13 de dezembro de 1596),
b) a proibição da saída do país, de moedas de prata, pelo camarista papal (Roma, 29 de janeiro de 1600),
c) estabelecimento de tarifas protetoras,
d) estabelecimento de prêmios dados pelo governo pelos produtos manufaturados para a exportação,
e) proteção a uma classe comercial/industrial em detrimento de outras (proibição de exportação de lã para beneficiar o desenvolvimento da industria tecelã),

Muitas destas práticas, podemos observar ainda hoje em diversos países, a saber:

a) Imposição, pelo governo dos Estados Unidos, de sobretaxa ao suco de laranja brasileiro, como medida para proteger os produtores de laranja americanos
b) Imposição, pelo governo da Argentina, de restrições comerciais a produtos eletrodomésticos (fogões e geladeiras) brasileiros, como medida para desenvolver a indústria argentina
c) Alta tarifação de países da América Central (Tarifa média permitida sobre produtos agrícolas: de 42% na Costa Rica, 41% em El Salvador, 49% na Guatemala, 35% em Honduras e 60% na Nicarágua) a produtos importados

O que parece um benefício (alta tarifação) impede o desenvolvimento e a especialização dos produtos. Nenhuma Nação consegue produzir tudo que seu povo necessita (até mesmo por questões geográficas – como exemplo citamos os países de clima excessivamente gélido que não possuem rebanho bovino): se todos os países adotassem a mesma prática, o comércio tenderia a definhar, e com ele, a possibilidade de aquisição de produtos essenciais aos homens.

Se hoje tal prática pode ser reprovável, que dirá naquela época? Imaginemos o quanto sofreram os homens que não eram agraciados com tais proteções estatais? Por óbvio que o descontentamento gerou reclamações; às primeiras vozes juntaram-se outras e um grande eco exigiu mudanças.

A DERROCADA DO MERCANTILISMO: ADAM SMITH
Adam Smith, criou a teoria da ‘mão invisível’ que se traduz de forma simples: o interesse particular leva a uma ação que por fim beneficia a todos.- [será, Sr. Smith?! Credibilizando a teoria da relatividade: isso também é relativo.]

Crescimento econômico de toda a Nação (investimento gera empregos, proporciona riqueza, etc) Exemplo: o homem acumula riquezas (poupa capital); se alcançar maiores lucros, faz investimentos (abre uma fábrica, uma loja, etc); este investimento gera riqueza (lucros, empregos, etc) e por fim, o benefício da atuação deste homem beneficia a toda a Sociedade.
Concentração de riquezas (poupança)
Investimento em busca do lucro (interesse individual)

Para Adam Smith, apesar da inexistência de uma entidade coordenadora do interesse comum, a interação dos indivíduos parece resultar numa determinada ordem, como se houvesse uma ‘mão invisível’.

Mas para Smith, para que tais forças funcionem corretamente, não pode haver intervenções de quaisquer espécies. Segundo Heilbroner, Smith aponta e expurga distorções do conceito, como a formação de monopólios (concentração de poder do mercado nas mãos de poucos produtores)

“O grande inimigo do sistema de Adam Smith não é exatamente o governo pe se, mas o monopólio sob qualquer forma. ‘As pessoas do mesmo ramo de negócios raramente se encontram’, diz Adam Smith, ‘mas quando o fazem sua conversa acaba em uma conspiração contra o povo ou de alguma maneira para aumentar os preços’. E o problema com essas determinações não é tanto que sejam moralmente condenáveis por si só – elas são, acima de tudo, apenas a inevitável conseqüência do interesse próprio do homem – mas por impedirem que o funcionamento do mercado flua normalmente. É claro que Smith tem razão. Se o funcionamento do mercado é destinado a produzir a maior quantidade de mercadorias aos preços mais baixos possível, qualquer coisa que interferir com o mercado abaixará necessariamente o bem-estar social''

Heilbroner, em seu livro, coloca Adam Smith sob um título “O mundo maravilhoso de Adam Smith” e o faz por haver entendido que para a época, a doutrina do Sr. Adam, sua explicação do mundo e das forças que o regem ter sido, para o homem da época, como um ‘descortinar de temores’. Adam Smith escreveu o livro não para seus alunos, mas retratou uma ´época inteira. Se seus conceitos não se mostraram assim tão ‘maravilhosos’, isso é matéria que foi descoberta muito tempo após.


O mercantilismo foi uma prática comercial do início do capitalismo, que consistia no equivocado pensamento de que o acúmulo de metais significava riqueza, simples ‘falácia de composição’ que não se sustenta.

Apesar disso, muitas práticas mercantilistas são adotadas até hoje por muitas nações (EUA, Argentina, países da América Central, etc).

Um dos primeiros economistas que defenderam o mercantilismo foi Petty, e um dos primeiros que a ele se contrapôs foi Quesnay, mas quem levou duzentas páginas para derrubá-lo foi Adam Smith.

Sr. Adam defendia que o mercado deveria ser ‘deixado em paz’, pois existia uma espécie de ‘mão invisível’ que naturalmente convertia o interesse egoístico (busca pelo lucro) num benefício para todos (riqueza, trabalho, etc), apontou que qualquer intervenção, por menor que fosse, mudaria as forças naturais e prejudicaria o crescimento.


Sr. Adam...essa ''mão invisível'' rouba muita gente.

N.P.

Prova de Economia- Parte 1


A Prova de Economia é uma das provas mais complicadas do Curso de Direito, principalmente com a nossa professora, que passa bastante matéria em um só dia de aula.Por exigir mais, é , por sinal, a matéria que mais gosto, a professora também, uma das que mais gosto.

Resolvi postar um pouco do que cairá na prova... pra fixar melhor... Porque tudo que é passado aos demais e assinado por nós deve ser avaliado mais atentamente, para não ser vitima de equivocos dos quais alguém possa se constrangir posteriormente.

Ideologia da Europa pré- capitalista




O que é ideologia: Ideologia refere-se às idéias e crenças que tendem a justificar moralmente as relações sociais e econômicas que caracterizam determinada sociedade.

Históricamente/ Antigamente na Europa: Em Roma e na Grécia Antiga, o regime de escravidão foi justificado como sendo um fenômeno natural, segundo Platão e Aristóteles, certos homens e mulheres nasciam para serem escravos, pois eram inferiores. Outros, superiores, nasciam para serem proprietários de escravos.

Feudalismo: No Feudalismo, todo a organização medieval baseava-se num sistema de obrigações e serviços mútuos, permeando a hierarquia de cima a baixo. A posse ou uso da terra implicava a prestação de determinados serviços costumeiros ou pagamentos em troca de prestação. Assim como o servo tinha a obrigação de entregar parte de sua colheira ou executar trabalhos variados para o senhor, este tinha como obrigação proteger o servo.
  • As prerrogativas dos senhores e a extensão de seus direitos sobre seus servos, baseados nos costumes do feudo, ao se consolidarem no tempo e no espaço, contribuiram para o surgimento dos estados-nações modernos.
Religião: A Igreja Católica foi a maior proprietária de terras durante a Idade Média. Mas havia uma diferença entre os senhores eclesiásticos e seculares, no qual nestes a lealdade dos servos poderiam ser transferidos para outros senhores, e naqueles somente eram leais à Igreja. Os senhores seculares ofereciam proteção militar aos servos e os senhores eclesiásticos, ajuda espiritual.

Manufaturas: Além dos feudos, havia uma grande quantidade de cidades enseáticas pela Europa medieval, que eram centros manufatureiros. Os bens manufaturados eram vendidos aos feudos e, transacionados no comércio distante. As instituições econômicas dominantes nas cidades eram as guildas, corporações de artesãos, comerciantes e outros ofícios. Estas corporações regulamentavam as atividades econômicas, intervinham nas questões sociais e religiosas. Estabeleciam regras de condutas para os seus membros com relação às atividades pessoais, sociais, religiosas e econômicas.

Ideologia: A ideologia que refletia e legitimava o status quo feudal para os senhores feudais seculares e eclesiásticios foi a versão medieval da tradição judaico-cristã, de onde se originou um código moral denominado, por vezes, ética de corporação cristã. Por outras palavras, uma ética paternalista cristã.

Paternalismo Cristão: Sendo anticapitalista a ideologia da ética paternalista cristã, ao afirmar que a propriedade só era moralmente justificável enquanto condição necessária para assistência aos pobres..


Pensador: Tomás de Aquino afirma que as relações econômicas e sociais que caracterizavam o sistema senhorial refletiam uma ordenação natural e eterna, ou seja, de que estas relações emanavam de Deus. Sublinhavam a importância da distribuição do trabalho e dos esforços, da atribuição de tarefas distintas segundo as diferentes classes, e sustentavam que as distinções econômicas e sociais entre os homens eram indispensáveis para acomodar tal especialização.
A ética paternalista cristã condenava a cobiça e a acumulação de riquezas, mas professava a doutrina do justo preço, para compensar. Usura era proibida, ou seja, emprestar dinheiro a juros não era permitido.

Pirâmide Social no Feudalismo:



Na Europa pré-capitalista, o homem já havia acumulado uma tal quantidade de recursos (terra, em especial), que propiciava à um grupo viver à custa do trabalho alheio, daí surgiram as diferenciações hierárquica dos membros das sociedades em classes. Por razões óbvias, tal sistema não sobreviveria ad eternum: apesar de ter perdurado por muito tempo, sua ‘morte’ já era anunciada.

O declínio do Império Romano, especialmente sua vulnerabilidade ante às investidas germânicas e eslavas transformou como prioridade do homem europeu a segurança e propiciou o surgimento de um novo sistema: o feudal.

No sistema de produção historicamente denominado feudalismo, o homem comum abriu mão de sua liberdade em troca da proteção propiciada pelo senhor feudal, nas palavras de Hunt e Sherman ‘os fortes defendiam os fracos’. Leo Hubermam, citando o professor Boissonnade, aduz que referida proteção era ilusória:

“O sistema feudal, em última análise, repousava sobre uma organização que, em troca de proteção, freqüentemente ilusória, deixava as classes trabalhadoras à mercê das classes parasitárias, concedia a terra não aquém a cultivava, mas aos capazes de dela se apoderarem…”.

O homem, enquanto inserido neste Sistema, preocupava-se antes com a salvação de sua alma e com problemas cotidianos (quantidade de dias que tinha de trabalhar para o senhor feudal, por exemplo): por trás do sistema feudal havia a Ética Paternalista Cristã, já citada, teologia que refletia e legitimava o status quo feudal.

Referida teologia, pregada pela Igreja, maior senhor feudal da época, tinha grande influência no pensamento e no comportamento do homem; a vida terrena era colocada em segundo plano; o prazer e a felicidade seriam alcançados fora desta vida. Tais conceitos faziam com que o homem camponês suportasse as piores condições possíveis, na esperança de alcançar a felicidade no Paraíso.

Ocorre que a roda da evolução não pode ser refreada: o crescimento da produtividade agrícola, o aperfeiçoamento tecnológico (agrícola) favoreceu o crescimento populacional, com conseqüente migração do homem para os centros urbanos e conseqüente desenvolvimento da produção manufatureira.

Tais excedentes criaram a possibilidade de troca, o que favoreceu o desenvolvimento do comércio, fator crucial para a derrocada do feudalismo.

O desenvolvimento do comércio, o aumento do sistema manufatureiro doméstico, o nascimento da industria capitalista foram, segundo Hunt e Sherman, fatores que favoreceram o declínio do sistema Senhorial, nesta mesma vertente segue também Leo Huberman:
“Esse fator é importante porque demonstra como o desenvolvimento do comercio trouxe consigo a reforma da antiga economia natural, na qual a vida econômica se processava praticamente sem a utilização do dinheiro. Havia desvantagens na permuta de gêneros, nos primórdios da Idade Média. Parece simples trocar cinco galões de vinho por um casaco, mas na realidade não era assim tão fácil. Era necessário procurar quem tivesse o produto desejado e quem quisesse trocá-lo…”

Passemos para a fase em que o comércio já estava amplamente desenvolvido e o sistema feudal, substituído pelo início do capitalismo.

O amplo desenvolvimento do comércio foi o embrião do que hoje conhecemos como capitalismo, mas apesar de viver numa época de intensa modificação de sua vida anterior, o homem não possuía ainda uma teoria que justificasse e explicasse seu novo modo de vida.

Para Robert Heilbroner, ao homem não basta viver, precisa de uma ideologia que explique e justifique o seu modo de vida:

“o animal humano distingue-se dos demais pelo raciocínio. Isto parece significar que, uma vez tendo formado sua sociedade, ele não se contenta em deixar o barco correr: precisa poder dizer a si mesmo que a sociedade particular em que vive é a melhor possível de todas e que os arranjos feitos nela espelham, ao seu pequeno modo, os arranjos que a providência fez fora dela.”

Neste cenário surgem pensadores de várias áreas (médicos, filósofos) que se ocupam dos problemas surgidos, identificando problemas e apontando possíveis soluções.

(Ponto Final.)

sábado, 21 de junho de 2008

Pluri-divisão do mundo = Globalização?!

Desculpem, tenho que construir ainda esse texto... ;)
Sempre foram criados emblemas fictícios quanto a política para dividir os povos... para assim a elite poder atribuir toda teoria do mal a alguns e ainda usar essas denominações/taxações como forma de afastar das nações, os povos deles mesmos.Para que separadas, desunidas...sejam fracas.Não é uma simples questão de democratas ou republicanos... comunistas ou capitalistas... direita ou esquerda...
Silenciar a oposição... repreensão...sancionadores da violência...dizem construir um mundo globalizado...

continua..,

Fora da tela do computador...

Existem pessoas que não tem nada a perder... não tem carro, não são donas de uma loja, não tem acordos de petróleo, não tem plano de saúde, casa própria...sequer têm o que comer.
Existem pessoas que ''não tem nada a ver com isso''.Afinal, se essas pessoas não tem nem o que comer é porque não trabalham.Será mesmo?

Existe um mundo individualista lá fora... um mundo que não é virtual, um mundo onde fantasiar não é o suficiente para viver decentemente.
O que é viver decentemente?

Digamos que suprir suas necessidades necessárias seja essencial.''Necessidades necessárias'' é o que é indispensável para conseguir manter seu corpo em condições, para que possa ter uma vida considerada adequada.Ou seja... comida e água... saneamento... um lugar para morar...
Sabem, o senso diz que 70% da população no Brasil é de classe baixa.40% é miserável.Gente que não tem seuqer luz elétrica, sequer sabe o que é ''esgoto''... mal tem para se alimentar.Você tem acesso a internet... provavelmente tem uma vida ''ajeitada''...
Você até pode achar que as pessoas não conseguem vida melhor porque,simplesmente, não querem... pode até achar que ''tudo que é barraco porai tem televisão, então essas pessoas poderiam gastar melhor seu dinheiro''... mas... Será?! Será que essas pessoas, que não tiveram uma herança cultural burguesa e fria têm obrigação em fazer grandes investimentos e se submeter a um mundo desconhecido? E... será para que a televisão seria necessária num meio desses? Calar a revolta de quem não tem nada a perder.Manipular, atravéz da grande mídia...única que tem alcance suficiente para alcançar as regiões onde se instalam em nessas casinhas...
... Democracia...
Demo/Kratia
''Governo do povo'' estranho esse... Onde mais da metade deste povo sofre com as justiças e desigualdades...

Democracia estranha onde a unica igualdade é o poder do voto.

DEMOCRACIA, é onde as oportunidades são similares... onde pode-se ter um ponto de partida igual...apartir de então escolher para onde ir...

Não vejo essa democracia que contruiram pós ditadura e está sendo levada a trancos e barrancos há 21 anos.

E apartir de então...vejo o quanto é distorcida a imagem da palavra POLITICA.

Politicagem não é política.

Se existe uma idéia ( O Estado) que é formada para regular e coordenar a sociedade... e pode ser escolhida pelo povo...( com sua única forma de usar da democracia)...
Porque não?!
Porque não prestar atenção no que acontece, tomando uma visão abrangente...ampla?!
Poisé... você tem essa fonte de informações variadas...

O ''POVO'' não.

Existem poucas fontes de informação para a maioria dessas pessoas...

E existe um único desejo para quem não tem nada...

...
o de mudança!


Essa democracia, vigente em teoria, ausente na prática...um dia será estabelecida.

Eu acredito na juventude de hoje.

''O mundo não é virtual, o Brasil não é virtual... não precisamos de uma democracia que o seja então''

Natacha Bordin Pastore